Arrendar ou comprar casa está a pesar cada vez mais no orçamento das famílias portuguesas. No segundo trimestre de 2026, o esforço médio para arrendar atingiu 82% do rendimento familiar, enquanto a compra de habitação representou 76%.
Os dados são de uma análise do Idealista e mostram grandes diferenças entre as cidades.
No arrendamento, Faro lidera com uma taxa de esforço de 101%, seguida do Funchal, com 99%, e Lisboa, com 80%. No Porto, a renda representa 69% do rendimento familiar.
Coimbra surge com uma taxa de esforço de 44%, enquanto Viseu regista 43%.
No interior, os valores são mais baixos. A Guarda apresenta a menor taxa de esforço na compra de casa, com apenas 20%, seguida de Portalegre e Castelo Branco, ambas com 23%.
O valor considerado recomendado para os encargos com habitação é de cerca de 33% do rendimento familiar, mas apenas uma pequena parte das cidades analisadas se encontra abaixo desse limite.


