Águas Públicas da Serra da Estrela autorizadas a produzir água para reutilização

Data: 09 Dezembro 2025

A Águas Públicas da Serra da Estrela (APSE) obteve o licenciamento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a produção de Água para Reutilização (ApR) na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Folgosa do Salvador. Este passo, oficializado recentemente, coloca a empresa sediada em Seia na vanguarda da gestão eficiente do ciclo urbano da água.

Em comunicado, a APSE classifica a obtenção desta licença como “um avanço decisivo para a região”, sublinhando a importância da medida num cenário marcado pela crescente pressão sobre os recursos hídricos e alterações climáticas.

Com esta autorização, a empresa passa a integrar um grupo muito restrito de entidades gestoras em Portugal habilitadas a produzir ApR. Segundo a APSE, este estatuto não só reforça a relevância estratégica da operação, como também “evidencia o rigor técnico, operacional e ambiental exigido para alcançar esta autorização”.

Alternativa à captação nos rios

A nova licença permite à Águas Públicas da Serra da Estrela operar em sistema centralizado, ficando habilitada a disponibilizar esta água tratada tanto para consumo próprio como a terceiros.

Na prática, a água residual, após ser tratada segundo padrões de qualidade rigorosos definidos pela APA, ganha uma nova vida. Deixa de ser rejeitada no meio hídrico e passa a poder ser utilizada, “de forma segura”, para fins não potáveis. Entre as aplicações previstas estão:

  • Usos industriais;
  • Manutenção de espaços verdes e paisagísticos;
  • Lavagem de ruas;
  • Sistemas de arrefecimento;
  • Combate a incêndios.

A empresa destaca que esta produção de ApR surge como uma “alternativa concreta à captação direta de água dos meios naturais”. Ao oferecer uma solução estável para usos que não exigem qualidade para consumo humano, a reutilização permite “manter mais água no ambiente”, preservando os caudais ecológicos e as reservas subterrâneas.

“A reutilização permite proteger o futuro sem comprometer as necessidades do presente”, conclui a empresa, garantindo que a água pode ser reaproveitada várias vezes sem qualquer risco para a saúde pública.

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