Novo projeto na Serra da Estrela avança para restaurar ecossistemas e biodiversidade

Data: 06 Janeiro 2026

O reforço da resiliência do território e o restauro ecológico na Serra da Estrela são os objetivos centrais do projeto SerE+, que arrancou no passado mês de novembro. A iniciativa pretende não só proteger a natureza, mas também melhorar a qualidade de vida das populações e impulsionar a sustentabilidade económica local.

O projeto, denominado “SerE+ – Rede de Áreas de Aceleração de Serviços dos Ecossistemas”, vai decorrer até 2028. A intervenção abrange os seis concelhos integrados no Parque Natural: Seia, Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda e Manteigas.

A coordenação está a cargo da organização não governamental Palombar. A parceria inclui o Centro de Ecologia da Faculdade de Ciências de Lisboa, o Município de Seia (através do CISE) e a Estação Biológica de Doñana, em Espanha.

O financiamento é assegurado pelo Programa Promove, da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Criação de microreservas

Entre as principais ações previstas, destaca-se a identificação de áreas prioritárias de alto valor natural. Estas zonas vão funcionar como “microreservas de biodiversidade”, essenciais para garantir serviços como a purificação da água e do ar, a polinização e o sequestro de carbono.

A equipa vai também realizar ações concretas de restauro ecológico numa área-piloto situada no concelho de Seia. O objetivo é validar, no terreno, as metodologias de aceleração dos serviços dos ecossistemas.

Para envolver a comunidade, será criado um mapa interativo online (Web SIG) de acesso livre. O projeto contempla ainda um estudo para valorizar economicamente, de forma não financeira, os benefícios que estes ecossistemas trazem à região.

Partilhar: