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Prejuízos causados pelos incêndios são superiores a 10 mil euros segundo CM Seia

Os prejuízos financeiros causados pelos incêndios do passado mês de outubro no concelho de Seia, são superiores a 10 milhões de euros, segundo o último levantamento da Câmara Municipal.

A autarquia de Seia, presidida por Carlos Filipe Camelo, refere, em nota enviada à agência Lusa, que o valor superior a 10 milhões de euros “não consubstancia todos os danos de pessoas e bens, nem os estragos incalculáveis nas áreas agrícola e florestal”.

De acordo com a nota, os dados que foram apresentados pelo presidente da autarquia na última reunião do executivo, realizada na sexta-feira, indicam que, apesar de o concelho de Seia não ter sido o mais afetado, “os trágicos incêndios consumiram mais de 18.500 hectares” de área, deixando no território “danos materiais sem paralelo”.

“Só no setor económico contabilizam-se perdas superiores a quatro milhões de euros, montante que não reflete a totalidade das 42 empresas afetadas, muitas delas privadas do exercício da sua atividade”, é apontado.
Ao nível das infraestruturas e de equipamentos municipais, “o inventário apurado até ao momento prevê prejuízos de dois milhões e 64 mil euros”, acrescenta a fonte.

O município de Seia calcula que só na reparação das 22 estradas municipais afetadas terá de “despender mais de um milhão e quatrocentos mil euros, valor que não representa os estragos na sinalética, estimados em 464 mil euros”.
O levantamento também aponta para danos nos sistemas de distribuição pública de água e de equipamento complementar urbano, com prejuízos na ordem dos 170 mil euros.

“Os prejuízos sofridos por particulares também são muito significativos”, segundo o autarca.
Carlos Filipe Camelo referiu na última reunião do executivo municipal de Seia que o relatório “contabiliza 130 habitações afetadas pelos fogos, 73 de residência permanente e 56 de segunda habitação”, estimando que os estragos ultrapassem os quatro milhões de euros, pelo elevado número de casas que ficaram completamente destruídas.

Em situações em que as condições de habitabilidade se prendem pela realização de pequenas intervenções, a Câmara Municipal de Seia, em conjunto com empresas locais, tem procedido à entrega de algum material de construção civil , “que permitirá aos proprietários executarem pequenas reparações nas habitações e nos edifícios de apoio”.
Carlos Filipe Camelo considera que a “restauração do bem-estar” das pessoas afetadas pelos incêndios “é prioritária”. Por isso, em sua opinião, é “urgente que os apoios anunciados pela Administração Central se materializem o quanto antes, como já aconteceu para o setor económico, com a publicação do Sistema de Apoio à Reposição da Competitividade e Capacidades Produtiva”.

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