Antena Livre

Quebra de 80% na produção da castanha segundo presidente da junta de Videmonte

Chega o Outono e o fruto da época que mais apetece é a castanha. Contudo, este ano o cenário é um tanto ou quanto diferente. A seca severa, a ausência de chuva e as temperaturas acima dos 30 graus Celsius nalgumas zonas do país fizeram de 2017 o segundo ano mais seco e quente de que há memória. E também a produção de castanha sofreu as consequências deste ano atípico.

Chega o Outono e o fruto da época que mais apetece é a castanha. Contudo, este ano o cenário é um tanto ou quanto diferente. A seca severa, a ausência de chuva e as temperaturas acima dos 30 graus Celsius nalgumas zonas do país fizeram de 2017 o segundo ano mais seco e quente de que há memória. E também a produção de castanha sofreu as consequências deste ano atípico.

Nem a “capital da castanha” no concelho da Guarda – Videmonte – escapou. O presidente da Junta fala numa quebra na produção de mais de 80 por cento. «Foi um ano catastrófico. Videmonte é a zona com mais produção de castanha, com bastante qualidade, mas este ano foi mesmo para esquecer», lamenta Afonso Proença, que responsabiliza a seca e as temperaturas altas pelo flagelo. O fruto começou a cair mais cedo do que previsto e quando chegou ao solo ninguém o apanhou. «Vinha miúda. Não me lembra de haver tão pouca castanha», sublinha o autarca, para quem os produtores vão ter também uma quebra acentuada no rendimento. «Como há pouca castanha e a qualidade também deixa a desejar, o preço praticado ronda o valor de um euro»,adianta Afonso Proença, segundo o qual a Martaínha grossa é «a única» que está a ser vendida a 1,50 euros.

A qualidade escasseia e, por consequência, a procura também. «Em anos anteriores chegavam aqui e enchiam camiões. Este ano levam um saco ou dois», acrescenta o presidente da Junta de Videmonte. O facto dos castanheiros estarem em «zonas que não são de cultivo, não regantes», torna difícil fazer frente a anos de menos chuva como este: «Aquilo que vejo na freguesia é que todos os anos que forem secos não haverá produção de castanha», alerta o presidente.

Mais Lidas

Mais lidas