A 86.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta arranca esta quarta-feira, 6 de agosto, e prolonga-se até dia 17. Entre os destaques do percurso está a passagem pelos concelhos de Oliveira do Hospital, Seia e Gouveia, no dia 13 de agosto, durante a sexta etapa da competição. No dia seguinte, o pelotão enfrenta a desafiante subida até à Torre, o ponto mais alto da Serra da Estrela, na mítica “Etapa Rainha”.
A sexta etapa liga Águeda à Guarda, num total de 173,1 quilómetros, e é marcada por um traçado exigente, com a Serra da Estrela a dar o tom orográfico ao desafio. Os ciclistas passarão por Travanca de Lagos, Bobadela e Oliveira do Hospital, onde está instalada uma meta-volante. O percurso segue por São Romão e entra em Seia, atravessando algumas das principais artérias da cidade — avenidas dos Bombeiros Voluntários, 1.º de Maio, Afonso Costa, Luís Vaz de Camões e Praça da República —, antes de seguir por São Martinho, Santa Marinha, Paços da Serra, Gouveia (outra meta-volante), Nabais, Melo, Freixo da Serra, Figueiró da Serra, Linhares da Beira e Prados, onde está localizado um prémio de montanha de 2.ª categoria. Já na aproximação à meta final na Guarda, os atletas enfrentam ainda os prémios de montanha de 3.ª categoria em Videmonte e na própria cidade da Guarda.
No dia 14 de agosto, a competição entra na sua fase mais dura com a sétima etapa, que começa no Sabugal. Penamacor e Belmonte marcam a aproximação à Covilhã, onde se inicia uma das subidas mais emblemáticas da história da prova: Covilhã – Penhas da Saúde – Torre. Esta é a única subida de categoria máxima nesta edição da Volta e promete uma autêntica batalha entre os principais candidatos à camisola amarela.
A edição de 2025 da Volta a Portugal soma 1581 quilómetros ao longo de 10 dias de competição, com 27 metas volantes e 28 contagens de montanha. A prova começa com um prólogo na Maia e termina com um contrarrelógio individual em Lisboa, com partida e chegada na Praça do Império, junto ao Centro Cultural de Belém.
Entre as etapas mais decisivas destacam-se as chegadas ao Santuário do Sameiro (1.ª etapa), Senhora da Graça (4.ª etapa), Guarda (6.ª etapa), Torre (7.ª etapa), Montejunto (9.ª etapa) e o já referido contrarrelógio final. Este ano, a subida à Senhora da Graça ocorre logo na primeira semana, enquanto a chegada à Torre surge na segunda metade da prova, o que poderá influenciar a estratégia dos trepadores.
No dia de descanso da Volta, os holofotes viram-se para os cicloturistas e amadores, com a realização da 18.ª Etapa da Volta RTP. Aberta a participantes a partir dos 15 anos — sendo obrigatória a autorização parental para os menores —, esta iniciativa percorre um trajeto desenhado especialmente para os não profissionais e inclui a possibilidade de adquirir o equipamento oficial da prova e participar num almoço convívio. A região de Viseu será o cenário de fundo para este momento de celebração do ciclismo.


